All posts by Rodrigo Nemmen

Professor of Astrophysics, Universidade de Sao Paulo

Qual é o buraco negro mais próximo da Terra?

Recentemente fui entrevistado pela Revista Galileu e a pergunta era

“qual é o buraco negro mais próximo da Terra?”

Estimamos que existam centenas de milhões de buracos negros estelares — cuja massa é cerca de dez vezes maior que a massa do nosso Sol — espalhados na Nossa Galáxia, que foram criados devido à morte de estrelas suficientemente massivas. Por diversas razões, só conseguimos observar e estudar com cuidados uma fração minúsculas destes buracos negros, algumas dezenas deles. Os buracos negros estelares na nossa galáxia geralmente estão localizados em sistemas binários, nos quais uma estrela e o buraco negro “dançam” um ao redor do outro num balé frenético.

Dos buracos negros estelares que conhecemos, o mais próximo atualmente chama-se V616 Monocerotis e está situado a aproximadamente 3000 anos-luz de distância. O “monocerotis” do nome explica-se pelo fato deste objeto estar localizado na direção da constelação de unicórnio (monoceros em grego). Estima-se que a massa deste buraco negro esteja no intervalo 9-13 massas solares.

Não se preocupem: não corremos o perigo de cair neste buraco negro. Como falei na entrevista, só correríamos um sério perigo de cair neste buraco negro se chegássemos a uma distância de algumas centenas de quilômetros que é a distância de “atração fatal” neste caso e pode ser calculada usando a teoria da relatividade geral. Para se ter noção, um ano-luz corresponde a cerca de 9 trilhões de quilômetros! Ou seja, estamos a uma distância muito segura para contemplar V616 Monocerotis usando os nossos telescópios aqui na Terra.

COSPAR Scientific Assembly 2014, Moscow

I will attend the 42th COSPAR Scientific Assembly in Moscow, Russia. I am excited to visit Russia for the first time!

I will give two talks: one review talk about the role of relativistic jets in unified models of active galactic nuclei and current challenges, at the “challenges in unified models of AGN” meeting; the second talk is about this recently submitted paper at the “outflows and accretion from white dwarfs to supermassive black holes” event. I am also excited to hear news about the possible G2 object accretion by our Galactic Center at the “new broadband perspectives on the Galactic Center black hole and its environment” meeting. Here is the list of astrophysics meetings.

For those attending the conference: see you in Mother Russia!

Workshop on scientific computing, Universidade Cruzeiro do Sul

I am attending this week a workshop on scientific computing hosted by the Núcleo de Astrofísica Teórica at Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo. Very nice event and I am learning a lot. Some of the highlights so far:

Helio Rocha-Pinto (Observatório do Valongo, UFRJ) gave us a very nice summary of astrostatistics, i.e. application of different statistical methods to astronomical data. It is always good to hear somebody very knowledgeable on the subject talking about things you used in the past. He focused on using R and I am increasingly convinced I should learn to be fluent in R for astronomical purposes.

Paulo Penteado (Northern Arizona University) has been telling us about parallelization methods beginning with vectorization, then moving on to OpenMP (memory shared) and ending in MPI (distributed memory). Paulo is extremely knowledgeable on the subject. He began describing the basics of the subject and will give us practical details on implementing openmp and mpi in your own code.

Reinaldo Rosa (INPE) spoke about numerical methods for cosmological simulations, starting with methods for solving hydrodynamics. He even used, at some point, an old-fashioned — some would call vintage — slide projector to describe how diffusion arises from the Navier-Stokes equation.

Reinaldo Rosa (INPE) talking about diffusion using an old fashioned slide projector
Reinaldo Rosa (INPE) talking about diffusion using an old fashioned slide projector

17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro: Vídeo no Youtube

A vídeo da palestra de divulgação científica “17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro”, que eu dei no IAG USP no dia 29 de Maio de 2014, foi publicado no youtube. A conteúdo da palestra é destinado ao público geral, e requer somente nível de física do ensino médio.

Houve um público recorde de cerca de 120 pessoas para assistir à palestra, que foi parte do ciclo de palestras “Astronomia ao Meio Dia”.

Pergunte a um astrônomo: Fusão de buracos negros supermassivos

Recebi uma pergunta sobre a fusão de buracos negros supermassivos que é muito interessante (“pergunte a um astrônomo”, IAG USP):

Partindo da ideia de que dois buracos negros supermassivos podem se colidir e fundirem em um único, pergunto: Caso isso acontecesse isso perturbaria a estrutura do espaço-tempo ao redor do evento certo? Caso houvesse um quasar que fosse alimentado por um desses buracos negros que se colidiram ele poderia aumentar o grau de perturbação deste evento caso entrasse no horizonte de evento do buraco negro originado?

Sim, a fusão de dois buracos negros perturba violentamente o espaço ao seu redor, através da geração de intensas ondas gravitacionais, num agitado balé gravitacional. Depois da fusão dos buracos negros, a geração de ondas gravitacionais intensas cessa e o que resta é um único buraco negro supermassivo cuja massa é a soma das massas dos dois buracos negros anteriores. Correspondentemente, o raio do horizonte de eventos corresponde à soma dos raios dos buracos negros anteriores. Os astrônomos têm observado vários sistemas que são candidatos a “sistemas binários de buracos negros supermassivos” no universo, no centro de algumas galáxias.

Caso um quasar — que é um buraco negro supermassivo voraz no seu centro de uma galáxia, ativamente almoçando uma grande quantidade de gás (um rodízio de churrasco cósmico para o buraco negro) — entrasse em rota de colisão com o buraco negro formado no processo descrito no parágrafo acima, este processo geraria por si só um sistema binário de buracos negros que passaria novamente a gerar fortes ondas gravitacionais. Tal evento culminaria na fusão destes objetos e formação de um buraco negro ainda mais massivo.

Outreach talk: 17 Ways a Black Hole Can Kill You

I am giving an outreach talk on this Thursday, May 29th, as part of  the “Astronomy for Lunch” (Astronomia ao Meio Dia) outreach series at IAG USP about “17 ways a black hole can kill you”.

Vou apresentar um seminário de divulgação científica no evento “Astronomia ao meio dia” no IAG USP, intitulado “17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro”. Venha conferir nesta Quinta-feira, 29 de Maio, no Auditório do IAG.

Top Ten Space Stories of the Year in Astronomy Magazine

One of my papers has been highlighted in the top ten space stories of 2013 in the January 2014 issue of the Astronomy Magazine!

My research is among other “high-impact” events of 2013 such as: Curiosity finding a once-habitable environment on Mars, the Planck satellite measuring the most detailed yet map of the cosmic microwave background and the once-in-a-century meteoroid that exploded over Chelyabinsk in Russia and others.

You can read this issue of the magazine here.