Category Archives: Outreach

Virada Científica 2015 na USP

No próximo Sábado nós teremos na USP o maior evento de divulgação científica do ano: Virada Cientifica (clique no link para ver a programação completa). Haverá várias palestras e atividades muito legais.

Sobre astronomia, teremos por exemplo:

§ A ciência do filme Interestelar, 18h na FAU – o filme será exibido no CINUSP às 14h30, com tempo de sobra para quem quiser ver os dois
§ A procura de uma Terra 2.0 e de um Sistema Solar 2.0, 14h no IAG
§ Origens da vida num contexto cósmico, 17h na FAU

Agenda das outras atividades astronômicas (por exemplo, observação do céu, astronomia e gastronomia e outros).

Avise os seus amigo(a)s e colegas interessado(a)s!

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Success of talks: Science of Interstellar

The talks on the science of Interstellar were a huge success. In my two presentations, the rooms were so crowded that there was not possibly enough room to fit everybody wanting to hear about the fascinating science depicted in the movie: general relativity, extrasolar planets, curved spaces, black holes, wormholes, time bending, extra dimensions and more. In the first presentation at IAG, we had chairs for ~120 people and we got more nearly 200 people! At Parque Cientec, they had room for about 60 people and there nearly 100 people in the room.

Very happy with the interest of the public in hearing about the intersections of cutting edge physics and science fiction. Stay tuned for more news!


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A Ciência do Filme Interestelar

A Ciência do Filme Interestelar

Prof. Rodrigo Nemmen

Viagens interestelares são possíveis? O que há dentro de um buraco negro? Dá pra viajar no tempo? Existem outras dimensões? O filme Interestelar nos leva ao longo de uma fantástica viagem muito além dos confins do nosso sistema solar. Nesta palestra, o Prof. Nemmen revelará que os incríveis eventos fictícios do filme, assim como os efeitos especiais inéditos, são baseados em áreas fascinantes da ciência. O Prof. Nemmen falará sobre buracos negros, viagens interestelares, planetas fora do sistema solar, buracos de minhoca e mais, descrevendo as leis que governam o nosso universo e os fenômenos assombrosos que estas leis tornam possíveis.

Onde?

Sobre o palestrante

Rodrigo Nemmen é professor de astrofísica na USP, membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e foi pesquisador na NASA. Suas pesquisas têm buscado desvendar os segredos dos fenômenos mais violentos do universo — em particular os buracos negros. Interestelar e todos os seus personagens e elementos são marca registrada de ©Warner Bros. Entertainment Inc. IMG_2230

Semana Acadêmica da Física na UFSC

Nesta Segunda, dia 15 de Setembro, participei da Semana Acadêmica da Física da Universidade Federal de Santa Catarina e posso dizer que foi um prazer! Gostei muito de interagir com os alunos que participaram da semana acadêmica, nas discussões e perguntas que aconteceram após o meu seminário sobre buracos negros, e durante a sessão de observação do céu. Parabéns aos organizadores!

Além disso, o campus da UFSC é muito bonito e agradável (não tinha tido oportunidade de conhece-lo melhor até o momento).

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Qual é o buraco negro mais próximo da Terra?

Recentemente fui entrevistado pela Revista Galileu e a pergunta era

“qual é o buraco negro mais próximo da Terra?”

Estimamos que existam centenas de milhões de buracos negros estelares — cuja massa é cerca de dez vezes maior que a massa do nosso Sol — espalhados na Nossa Galáxia, que foram criados devido à morte de estrelas suficientemente massivas. Por diversas razões, só conseguimos observar e estudar com cuidados uma fração minúsculas destes buracos negros, algumas dezenas deles. Os buracos negros estelares na nossa galáxia geralmente estão localizados em sistemas binários, nos quais uma estrela e o buraco negro “dançam” um ao redor do outro num balé frenético.

Dos buracos negros estelares que conhecemos, o mais próximo atualmente chama-se V616 Monocerotis e está situado a aproximadamente 3000 anos-luz de distância. O “monocerotis” do nome explica-se pelo fato deste objeto estar localizado na direção da constelação de unicórnio (monoceros em grego). Estima-se que a massa deste buraco negro esteja no intervalo 9-13 massas solares.

Não se preocupem: não corremos o perigo de cair neste buraco negro. Como falei na entrevista, só correríamos um sério perigo de cair neste buraco negro se chegássemos a uma distância de algumas centenas de quilômetros que é a distância de “atração fatal” neste caso e pode ser calculada usando a teoria da relatividade geral. Para se ter noção, um ano-luz corresponde a cerca de 9 trilhões de quilômetros! Ou seja, estamos a uma distância muito segura para contemplar V616 Monocerotis usando os nossos telescópios aqui na Terra.

17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro: Vídeo no Youtube

A vídeo da palestra de divulgação científica “17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro”, que eu dei no IAG USP no dia 29 de Maio de 2014, foi publicado no youtube. A conteúdo da palestra é destinado ao público geral, e requer somente nível de física do ensino médio.

Houve um público recorde de cerca de 120 pessoas para assistir à palestra, que foi parte do ciclo de palestras “Astronomia ao Meio Dia”.

Pergunte a um astrônomo: Fusão de buracos negros supermassivos

Recebi uma pergunta sobre a fusão de buracos negros supermassivos que é muito interessante (“pergunte a um astrônomo”, IAG USP):

Partindo da ideia de que dois buracos negros supermassivos podem se colidir e fundirem em um único, pergunto: Caso isso acontecesse isso perturbaria a estrutura do espaço-tempo ao redor do evento certo? Caso houvesse um quasar que fosse alimentado por um desses buracos negros que se colidiram ele poderia aumentar o grau de perturbação deste evento caso entrasse no horizonte de evento do buraco negro originado?

Sim, a fusão de dois buracos negros perturba violentamente o espaço ao seu redor, através da geração de intensas ondas gravitacionais, num agitado balé gravitacional. Depois da fusão dos buracos negros, a geração de ondas gravitacionais intensas cessa e o que resta é um único buraco negro supermassivo cuja massa é a soma das massas dos dois buracos negros anteriores. Correspondentemente, o raio do horizonte de eventos corresponde à soma dos raios dos buracos negros anteriores. Os astrônomos têm observado vários sistemas que são candidatos a “sistemas binários de buracos negros supermassivos” no universo, no centro de algumas galáxias.

Caso um quasar — que é um buraco negro supermassivo voraz no seu centro de uma galáxia, ativamente almoçando uma grande quantidade de gás (um rodízio de churrasco cósmico para o buraco negro) — entrasse em rota de colisão com o buraco negro formado no processo descrito no parágrafo acima, este processo geraria por si só um sistema binário de buracos negros que passaria novamente a gerar fortes ondas gravitacionais. Tal evento culminaria na fusão destes objetos e formação de um buraco negro ainda mais massivo.

Outreach talk: 17 Ways a Black Hole Can Kill You

I am giving an outreach talk on this Thursday, May 29th, as part of  the “Astronomy for Lunch” (Astronomia ao Meio Dia) outreach series at IAG USP about “17 ways a black hole can kill you”.

Vou apresentar um seminário de divulgação científica no evento “Astronomia ao meio dia” no IAG USP, intitulado “17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro”. Venha conferir nesta Quinta-feira, 29 de Maio, no Auditório do IAG.