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Success of talks: Science of Interstellar

The talks on the science of Interstellar were a huge success. In my two presentations, the rooms were so crowded that there was not possibly enough room to fit everybody wanting to hear about the fascinating science depicted in the movie: general relativity, extrasolar planets, curved spaces, black holes, wormholes, time bending, extra dimensions and more. In the first presentation at IAG, we had chairs for ~120 people and we got more nearly 200 people! At Parque Cientec, they had room for about 60 people and there nearly 100 people in the room.

Very happy with the interest of the public in hearing about the intersections of cutting edge physics and science fiction. Stay tuned for more news!


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A Ciência do Filme Interestelar

A Ciência do Filme Interestelar

Prof. Rodrigo Nemmen

Viagens interestelares são possíveis? O que há dentro de um buraco negro? Dá pra viajar no tempo? Existem outras dimensões? O filme Interestelar nos leva ao longo de uma fantástica viagem muito além dos confins do nosso sistema solar. Nesta palestra, o Prof. Nemmen revelará que os incríveis eventos fictícios do filme, assim como os efeitos especiais inéditos, são baseados em áreas fascinantes da ciência. O Prof. Nemmen falará sobre buracos negros, viagens interestelares, planetas fora do sistema solar, buracos de minhoca e mais, descrevendo as leis que governam o nosso universo e os fenômenos assombrosos que estas leis tornam possíveis.

Onde?

Sobre o palestrante

Rodrigo Nemmen é professor de astrofísica na USP, membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e foi pesquisador na NASA. Suas pesquisas têm buscado desvendar os segredos dos fenômenos mais violentos do universo — em particular os buracos negros. Interestelar e todos os seus personagens e elementos são marca registrada de ©Warner Bros. Entertainment Inc. IMG_2230

Buracos negros na Folha de SP

Neste Domingo foi publicado no jornal Folha de São Paulo uma reportagem sobre o meu trabalho de divulgação científica sobre buracos negros: veja seis maneiras de morrer com um buraco negro.

A reportagem é muito divertida e gostei especialmente das ilustrações: tragédia no espaço.

Para os curiosos que lerem esta postagem e a reportagem da Folha, seguem esclarecimentos sobre alguns ponto do texto:

  • As maneiras 1 e 2 de morrer no artigo são uma consequência do mesmo fenômeno físico, chamado de forças de maré e causado pelo comportamento da atração gravitacional a objetos astronômicos. Este tipo de fenômeno causa as marés na Terra.
  • Sobre a maneira 3: não se preocupem, o nosso Sol jamais se tornará um buraco negro porque ele é muito “magrinho”.
  • O telescópio de raios gama lançado pela NASA em 2008 chama-se Fermi, e não Glast. Glast era o nome da missão antes do lançamento. Eu estou envolvido com esta missão desde 2011.
  • Na reportagem: “analisando os diferentes espectros de radiação emitidos pelos buracos negros […]”. Na verdade, os buracos negros não emitem radiação em si, o que brilha é o turbilhão de gás caindo neles ou o gás que é expulso antes de cair.
  • A reportagem menciona que os buracos negros “ejetam mais energia do que absorvem — estão na verdade consumindo sua massa”. Nem todos os buracos negros se comportam desta maneira, mas uma pequena fração deles parece ter este comportamento bizarro, conforme eu e um colaborador temos pesquisado. Os artigos científicos relatando esta descoberta estão aqui e aqui.

Divirtam-se com estas tragédias espaciais!

Buracos Negros na Virada Científica

A couple of weeks ago we had at USP a “scientific open house” — Virada Científica: we opened the doors of our institutes to the general public for 24 hours. The proposal of this event is to have the scientific equivalent of the Virada Cultural that happens throughout São Paulo for 24 hours.

IAG had over 1500 visitors and we had exhibitions about astronomy, geophysics and atmospheric sciences. This included an inflatable planetarium, an earthquake simulator and other cool stuff.

My contribution to the event is that I gave the final presentation of the night at IAG: 11 ways a black hole can kill you. Over 100 people attended the talk, and I was bombarded with questions from the audience. For instance, I estimate that there were 40 minutes of questions and discussion with the audience following the 45 minutes-long talk! People were curious about: what is the biggest black hole ever discovered? (this one was asked by a ten year-old) What happens inside a black hole? What are white holes? Hawking radiation? Wormholes? Anti-matter? Why are jets launched perpendicular to the disk? (good one!)

I always take the questions following a talk as an indicator of how successful the talk was. In this case, I interpret this as indicating a successful presentation.  🙂

Semana Acadêmica da Física na UFSC

Nesta Segunda, dia 15 de Setembro, participei da Semana Acadêmica da Física da Universidade Federal de Santa Catarina e posso dizer que foi um prazer! Gostei muito de interagir com os alunos que participaram da semana acadêmica, nas discussões e perguntas que aconteceram após o meu seminário sobre buracos negros, e durante a sessão de observação do céu. Parabéns aos organizadores!

Além disso, o campus da UFSC é muito bonito e agradável (não tinha tido oportunidade de conhece-lo melhor até o momento).

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Qual é o buraco negro mais próximo da Terra?

Recentemente fui entrevistado pela Revista Galileu e a pergunta era

“qual é o buraco negro mais próximo da Terra?”

Estimamos que existam centenas de milhões de buracos negros estelares — cuja massa é cerca de dez vezes maior que a massa do nosso Sol — espalhados na Nossa Galáxia, que foram criados devido à morte de estrelas suficientemente massivas. Por diversas razões, só conseguimos observar e estudar com cuidados uma fração minúsculas destes buracos negros, algumas dezenas deles. Os buracos negros estelares na nossa galáxia geralmente estão localizados em sistemas binários, nos quais uma estrela e o buraco negro “dançam” um ao redor do outro num balé frenético.

Dos buracos negros estelares que conhecemos, o mais próximo atualmente chama-se V616 Monocerotis e está situado a aproximadamente 3000 anos-luz de distância. O “monocerotis” do nome explica-se pelo fato deste objeto estar localizado na direção da constelação de unicórnio (monoceros em grego). Estima-se que a massa deste buraco negro esteja no intervalo 9-13 massas solares.

Não se preocupem: não corremos o perigo de cair neste buraco negro. Como falei na entrevista, só correríamos um sério perigo de cair neste buraco negro se chegássemos a uma distância de algumas centenas de quilômetros que é a distância de “atração fatal” neste caso e pode ser calculada usando a teoria da relatividade geral. Para se ter noção, um ano-luz corresponde a cerca de 9 trilhões de quilômetros! Ou seja, estamos a uma distância muito segura para contemplar V616 Monocerotis usando os nossos telescópios aqui na Terra.

17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro: Vídeo no Youtube

A vídeo da palestra de divulgação científica “17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro”, que eu dei no IAG USP no dia 29 de Maio de 2014, foi publicado no youtube. A conteúdo da palestra é destinado ao público geral, e requer somente nível de física do ensino médio.

Houve um público recorde de cerca de 120 pessoas para assistir à palestra, que foi parte do ciclo de palestras “Astronomia ao Meio Dia”.

Pergunte a um astrônomo: Fusão de buracos negros supermassivos

Recebi uma pergunta sobre a fusão de buracos negros supermassivos que é muito interessante (“pergunte a um astrônomo”, IAG USP):

Partindo da ideia de que dois buracos negros supermassivos podem se colidir e fundirem em um único, pergunto: Caso isso acontecesse isso perturbaria a estrutura do espaço-tempo ao redor do evento certo? Caso houvesse um quasar que fosse alimentado por um desses buracos negros que se colidiram ele poderia aumentar o grau de perturbação deste evento caso entrasse no horizonte de evento do buraco negro originado?

Sim, a fusão de dois buracos negros perturba violentamente o espaço ao seu redor, através da geração de intensas ondas gravitacionais, num agitado balé gravitacional. Depois da fusão dos buracos negros, a geração de ondas gravitacionais intensas cessa e o que resta é um único buraco negro supermassivo cuja massa é a soma das massas dos dois buracos negros anteriores. Correspondentemente, o raio do horizonte de eventos corresponde à soma dos raios dos buracos negros anteriores. Os astrônomos têm observado vários sistemas que são candidatos a “sistemas binários de buracos negros supermassivos” no universo, no centro de algumas galáxias.

Caso um quasar — que é um buraco negro supermassivo voraz no seu centro de uma galáxia, ativamente almoçando uma grande quantidade de gás (um rodízio de churrasco cósmico para o buraco negro) — entrasse em rota de colisão com o buraco negro formado no processo descrito no parágrafo acima, este processo geraria por si só um sistema binário de buracos negros que passaria novamente a gerar fortes ondas gravitacionais. Tal evento culminaria na fusão destes objetos e formação de um buraco negro ainda mais massivo.

Outreach talk: 17 Ways a Black Hole Can Kill You

I am giving an outreach talk on this Thursday, May 29th, as part of  the “Astronomy for Lunch” (Astronomia ao Meio Dia) outreach series at IAG USP about “17 ways a black hole can kill you”.

Vou apresentar um seminário de divulgação científica no evento “Astronomia ao meio dia” no IAG USP, intitulado “17 maneiras de ser morto(a) por um buraco negro”. Venha conferir nesta Quinta-feira, 29 de Maio, no Auditório do IAG.