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Virada Científica 2015 na USP

No próximo Sábado nós teremos na USP o maior evento de divulgação científica do ano: Virada Cientifica (clique no link para ver a programação completa). Haverá várias palestras e atividades muito legais.

Sobre astronomia, teremos por exemplo:

§ A ciência do filme Interestelar, 18h na FAU – o filme será exibido no CINUSP às 14h30, com tempo de sobra para quem quiser ver os dois
§ A procura de uma Terra 2.0 e de um Sistema Solar 2.0, 14h no IAG
§ Origens da vida num contexto cósmico, 17h na FAU

Agenda das outras atividades astronômicas (por exemplo, observação do céu, astronomia e gastronomia e outros).

Avise os seus amigo(a)s e colegas interessado(a)s!

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Diplomação Membros Afiliados da Academia Brasileira de Ciências

Nesta semana haverá o evento de Diplomação dos Membros Afiliados da Academia Brasileira de Ciências, período 2015-2019 (eu fui um dos agraciados com a nomeação)Após a cerimônia de diplomação dos novos Membros Afiliados, haverá uma reunião cientifica com apresentação de trabalhos pelos novos membros. 

Data: 06 de agosto de 2015, 14:00h
Local: Auditório Adma Jafet do Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Rua do MatãoTravessa R, nº 187 – Cidade Universitária.

PROGRAMA

14:00h: Abertura: Prof. Dr. Jacob Palis Jr. Presidente da Academia Brasileira de Ciências.
14.30h: Entrega dos diplomas aos membros afiliados eleitos para o período de 2015-2019.

PALESTRAS DOS NOVOS MEMBROS AFILIADOS

15:00h: Diego Trancaneli “A dualidade gauge/gravidade”
15:50h: Rodrigo Nemmen – “Buracos Negros na Astrofísica”
16:30h: Marcos Vinicius – “Aceleração Cósmica e Estruturas no Universo”
17:10h: Encerramento
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Rodrigo Nemmen at the award ceremony: junior member of Brazilian Academy of Sciences. Credit: Carolina Tibério.
Prof. Nemmen receiving the award from Prof. Adolpho José Melfi
Prof. Nemmen receiving the award from Prof. Adolpho José Melfi

A Ciência do Filme Interestelar

A Ciência do Filme Interestelar

Prof. Rodrigo Nemmen

Viagens interestelares são possíveis? O que há dentro de um buraco negro? Dá pra viajar no tempo? Existem outras dimensões? O filme Interestelar nos leva ao longo de uma fantástica viagem muito além dos confins do nosso sistema solar. Nesta palestra, o Prof. Nemmen revelará que os incríveis eventos fictícios do filme, assim como os efeitos especiais inéditos, são baseados em áreas fascinantes da ciência. O Prof. Nemmen falará sobre buracos negros, viagens interestelares, planetas fora do sistema solar, buracos de minhoca e mais, descrevendo as leis que governam o nosso universo e os fenômenos assombrosos que estas leis tornam possíveis.

Onde?

Sobre o palestrante

Rodrigo Nemmen é professor de astrofísica na USP, membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e foi pesquisador na NASA. Suas pesquisas têm buscado desvendar os segredos dos fenômenos mais violentos do universo — em particular os buracos negros. Interestelar e todos os seus personagens e elementos são marca registrada de ©Warner Bros. Entertainment Inc. IMG_2230

Buracos negros na Folha de SP

Neste Domingo foi publicado no jornal Folha de São Paulo uma reportagem sobre o meu trabalho de divulgação científica sobre buracos negros: veja seis maneiras de morrer com um buraco negro.

A reportagem é muito divertida e gostei especialmente das ilustrações: tragédia no espaço.

Para os curiosos que lerem esta postagem e a reportagem da Folha, seguem esclarecimentos sobre alguns ponto do texto:

  • As maneiras 1 e 2 de morrer no artigo são uma consequência do mesmo fenômeno físico, chamado de forças de maré e causado pelo comportamento da atração gravitacional a objetos astronômicos. Este tipo de fenômeno causa as marés na Terra.
  • Sobre a maneira 3: não se preocupem, o nosso Sol jamais se tornará um buraco negro porque ele é muito “magrinho”.
  • O telescópio de raios gama lançado pela NASA em 2008 chama-se Fermi, e não Glast. Glast era o nome da missão antes do lançamento. Eu estou envolvido com esta missão desde 2011.
  • Na reportagem: “analisando os diferentes espectros de radiação emitidos pelos buracos negros […]”. Na verdade, os buracos negros não emitem radiação em si, o que brilha é o turbilhão de gás caindo neles ou o gás que é expulso antes de cair.
  • A reportagem menciona que os buracos negros “ejetam mais energia do que absorvem — estão na verdade consumindo sua massa”. Nem todos os buracos negros se comportam desta maneira, mas uma pequena fração deles parece ter este comportamento bizarro, conforme eu e um colaborador temos pesquisado. Os artigos científicos relatando esta descoberta estão aqui e aqui.

Divirtam-se com estas tragédias espaciais!

No Programa Fantástico, Rede Globo

Neste Domingo, dia 16 de Novembro, fui entrevistado no Programa Fantástico da Rede Globo, falando novamente sobre o pouso do Philae no cometa 67P. O vídeo da reportagem — muito bem feita — consta neste link.

Penso que o programa fez um ótimo papel em educar o povo sobre a missão Rosetta e os cometas. Parabéns, Rede Globo!

Um esclarecimento: Não tive envolvimento com a missão Rosetta e a minha área de pesquisa não são os cometas.

If you do not understand portuguese and need a little background about brazilian TV

I was featured last Sunday evening in the weekly brazilian TV show Fantástico.  If you are wondering: yes, Fantástico means “fantastic”. This is a prime time TV show which is watched by around 10 million people in Brasil and abroad (this is my rough estimate of the number of viewers). It is one of the most watched tv spots in Brasil, besides the telenovelas. Overall, I think they did a great job in educating the public about the Rosetta mission and comets, and it was quite informative! Well done, Rede Globo.

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By the way, I am not involved in any way with the Rosetta mission and my field of research is not comets.

Entrevista no Jornal Record News, sobre a Sonda Rosetta e o pouso do robô Philae no cometa 67P

Na Quarta-feira da semana passada, 12 de Novembro, fui entrevistado no Jornal da Record News do Canal Record News, pelo apresentador Heródoto Barbeiro. Falei sobre o feito histórico da Sonda Rosetta, e do pouso do robô Philae no cometa 67P.

O vídeo da entrevista, em duas partes consta nos links abaixo:

Gostei da maneira como o Heródoto conduziu a entrevista.

JOSÉ EDUARDO CAVALCANTI - PRESIDENTE DO GRUPO AMBIENTAL, MEMBRO DO CONSELHO SUPERIOR DE MEIO AMBIENTE DA FIESP E CONSELHEIRO DO INSTITUTO DE ENGENHARIA - CRISE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Semana Acadêmica da Física na UFSC

Nesta Segunda, dia 15 de Setembro, participei da Semana Acadêmica da Física da Universidade Federal de Santa Catarina e posso dizer que foi um prazer! Gostei muito de interagir com os alunos que participaram da semana acadêmica, nas discussões e perguntas que aconteceram após o meu seminário sobre buracos negros, e durante a sessão de observação do céu. Parabéns aos organizadores!

Além disso, o campus da UFSC é muito bonito e agradável (não tinha tido oportunidade de conhece-lo melhor até o momento).

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Qual é o buraco negro mais próximo da Terra?

Recentemente fui entrevistado pela Revista Galileu e a pergunta era

“qual é o buraco negro mais próximo da Terra?”

Estimamos que existam centenas de milhões de buracos negros estelares — cuja massa é cerca de dez vezes maior que a massa do nosso Sol — espalhados na Nossa Galáxia, que foram criados devido à morte de estrelas suficientemente massivas. Por diversas razões, só conseguimos observar e estudar com cuidados uma fração minúsculas destes buracos negros, algumas dezenas deles. Os buracos negros estelares na nossa galáxia geralmente estão localizados em sistemas binários, nos quais uma estrela e o buraco negro “dançam” um ao redor do outro num balé frenético.

Dos buracos negros estelares que conhecemos, o mais próximo atualmente chama-se V616 Monocerotis e está situado a aproximadamente 3000 anos-luz de distância. O “monocerotis” do nome explica-se pelo fato deste objeto estar localizado na direção da constelação de unicórnio (monoceros em grego). Estima-se que a massa deste buraco negro esteja no intervalo 9-13 massas solares.

Não se preocupem: não corremos o perigo de cair neste buraco negro. Como falei na entrevista, só correríamos um sério perigo de cair neste buraco negro se chegássemos a uma distância de algumas centenas de quilômetros que é a distância de “atração fatal” neste caso e pode ser calculada usando a teoria da relatividade geral. Para se ter noção, um ano-luz corresponde a cerca de 9 trilhões de quilômetros! Ou seja, estamos a uma distância muito segura para contemplar V616 Monocerotis usando os nossos telescópios aqui na Terra.